(uma proposição)

Postado em arte em Outubro 12, 2008 por corpocaloso
caderno sobre caderno

caderno sobre caderno

Aos 18, em vez do Serviço Militar Obrigatório, todos os jovens (homens e mulheres) deveriam prestar o “Serviço Poético Voluntário”.
Um ano, pelo menos, de suas vidas mergulhados no pensar e fazer poético (em texto, em imagens, em movimentos, em sons, em cheiros, em gostos).
Alguns seguiriam carreira, outros levariam como mais uma obrigação a cumprir. Mas teriam tb seu Certificado de Reservista Poético. (CRP).
O Serviço seria voluntário, mas desde cedo, as crianças seriam estimuladas a pensar e a produzir (seja com matemática ou com pincéis, seja com o corpo ou com um instrumento musical, seja com a escrita ou seja com a geografia…) com os seus conhecimentos adquiridos e trocados – em sala de aula e no quintal da escola, na rua e em suas casas – para q possam se sentir à vontade no universo poético.
Ao se aproximar o final da vida, os anciãos seriam estimulados a rememorar e registrar seus percursos e a multiplicar seus conhecimentos e habilidades e pensamentos aos mais jovens.

eu não tenho muitos preconceitos

Postado em coisas da vida em Setembro 9, 2008 por corpocaloso
sério, não tenho mesmo.
mas um eu tenho.

não gosto de gente burra.

não o ignorante, que não sabe porque não sabe ou não teve oportunidade ou seilá.

não suporto o “estudar pra quê?” ou o “pra que ler tanto?”

me dá urticária, dá vontade de pular no pescoço.

principalmente de quem tem orgulho de ser burro, que gosta de “não saber”.

acabo sendo grosso. ou pior, irônico.
é péssimo, feio, mas não consigo me controlar.
prefiro ficar longe.

é uma falha de caráter minha.

à primeira vista (escrito 14)

Postado em escritos em Setembro 9, 2008 por corpocaloso

(uma idéia por dia. um escrito por dia. uma tarefa diária. um método imposto. um exercício. cada número, um dia de dezembro de 2005. sem revisão ou releitura. esse foi o dia 20. ainda não segui o projeto que é produzir imagens pra cada texto.)

quando a vi, sabia que seria pra sempre, que teríamos uma casa verde claro, três filhos, um carro comprado em 36 vezes, fogão, geladeira, tv a cabo, um jardim no quintal. mas ela atravessou a rua. nunca mais a vi.

eu não sou poeta (escrito 21)

Postado em escritos em Setembro 9, 2008 por corpocaloso

(uma idéia por dia. um escrito por dia. uma tarefa diária. um método imposto. um exercício. cada número, um dia de dezembro de 2005. sem revisão ou releitura. esse foi o dia 20. ainda não segui o projeto que é produzir imagens pra cada texto.)

olhou para as coisas: objetos, rostos, paredes, revistas. não achou nem uma palavra, nem uma imagem, nenhuma metáfora. nada. não conseguiu dormir. tinha prazos a cumprir. levantou num salto, andou de um extremo a outro do apartamento. abriu janelas. fechou janelas. viu televisão. ouviu música. correu até a cozinha. olhou para o cutelo. num gesto desesperado cortou a falange do indicador esquerdo. agora tinha um tema.

do it yourself

Postado em coisas da vida em Agosto 29, 2008 por corpocaloso

ou sim, fui eu que fiz.

proposição número 1

Postado em coisas da vida, escritos em Agosto 7, 2008 por corpocaloso

“disse a raposa ao principezinho: tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”

seria uma declaração de amor ou uma maldição?, perguntou o cético.

cemitério (escrito 20)

Postado em escritos em Maio 1, 2008 por corpocaloso

(uma idéia por dia. um escrito por dia. uma tarefa diária. um método imposto. um exercício. cada número, um dia de dezembro de 2005.  sem revisão ou releitura. esse foi o dia 20. ainda não segui o projeto que é produzir imagens pra cada texto.)

era sempre assim quando tinha pensamentos complexos. uma dor de cabeça abissal. obviamente isso não acontecia com pensamentos corriqueiros ou lugares-comuns. sentia os pensamentos complexos rondando as linhas do cérebro. cada volta, cada curva, cada entranha. e doía. sentia todo o percurso dolorosamente. cada sinapse, um latejo. até que saltava-lhe a idéia. era um alívio. algumas vezes elas cresciam e viravam coisas. mas não sempre. no mais das vezes tomava a pequena nas mãos e pregava-lhe num bloco de notas para ali admirá-la, por vezes. embalsamada ideiazinha junto com todas as outras, todas as centenas de natimortas anotadas.

meandros da arte contemporânea

Postado em arte, arte visual em Abril 29, 2008 por corpocaloso

quero aqui informar que a dengue que peguei foi uma instalação transitória corporal.

estive em exposição não numa galeria, mas num hospital, por 4 dias, o que por si só representa a minha recusa ao sistema de arte contemporâneo.

a experiência profunda de transformação a que fui submetido contou com a colaboração (sim, é um projeto colaborativo) de um mosquito.

infelizmente não repetirei a obra in situ, já q seria contraditório com seu caráter temporário-transitório.

mas o conceito está disseminado.

agradecido,
Cosco

“do or do not. there’s no try.”

Postado em coisas da vida em Março 16, 2008 por corpocaloso

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ou

“Fail. Fail again. Fail better.”

[Samuel Beckett]

ritos pascais

Postado em Sem-categoria em Março 16, 2008 por corpocaloso

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